Familiares prestam homenagem às vítimas no metrô
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sexta-feira, 08 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulo - Buquês de flores e cartões com mensagens para as vítimas dos ataques terroristas de quinta-feira em Londres começaram a ser deixadas ontem em frente às estações de metrô onde as explosões ocorreram.
O ataque o pior ocorrido na cidade desde a Segunda Guerra Mundial matou ao menos 50 pessoas e feriu outras 700. As mensagens, escritas à mão, são simples: ''Deus te abençoe, Karen''; ''Para todas as vítimas, com amor, Ronnie''; ''Sinto muito! Paul''.
Dezenas de buquês de flores foram deixados em frente à estação King's Cross, em um ponto próximo ao local onde ocorreu a pior explosão de ontem. Mais buquês foram pendurados na cerca de alumínio ao redor da estação.
Os londrinos também deixaram flores em um ponto próximo da igreja de Saint Pancras, perto do local onde explodiu a bomba deixada dentro de um ônibus de dois andares. ''As pessoas que fizeram isso deveriam saber que falharam. Eles escolheram a cidade errada para atacar, Londres irá em frente'', dizia o cartão deixado junto com um dos buquês.
Enquanto os familiares de vítimas prestam homenagem aos mortos, parentes de pessoas que ainda não foram encontradas visitam hospitais e entregam fotografias, na esperança de encontrá-las com vida.
O professor David Webb, 38 anos, é uma dessas pessoas. Ele está à procura da irmã, Laura, 29, que foi vista pela última vez pelo namorado, ao sair de sua casa, em North End, com destino ao trabalho. Webb e outros membros da família passaram horas indo de hospital em hospital à procura de Laura, mas não tiveram sucesso. ''Estamos muito chateados com isso e todas as alternativas passam pela nossa cabeça'', disse Webb.
O contador Nazmul Hasan estava desesperado à procura da sobrinha, Shahera Akther Islam, 20. Ela estava em uma das linhas de metrô onde aconteceram as explosões, a caminho do banco onde trabalhava, e não deu mais notícias desde então. Telefonemas para seu celular são atendidos pela caixa postal. ''Eu estou tentando permanecer o mais calmo possível diante desta situação, mas basta ver os pais dela para ver a dor que isso nos causou'', disse Hasan.


