São Paulo - Familiares das vítimas do naufrágio de uma balsa na Coreia do Sul agrediram um alto funcionário da Guarda Costeira, que foi acusado de mentir sobre os trabalhos de resgate dos corpos que permanecem presos na embarcação.
As famílias acusam Choi Sang-Hwan, vice-diretor da Guarda Costeira, de ter exagerado a magnitude dos trabalhos de resgate em suas descrições, pois consideram que a realidade era diferente, depois que foram de barco até o local da catástrofe.
Muitos parentes das vítimas acreditam que algumas pessoas conseguiram sobreviver em bolsões de ar, mas morreram afogadas pela demora no auxílio. Por esse motivo, solicitaram necropsias, com o objetivo de determinar o motivo e o horário exato da morte de seus parentes.
Mais de 300 pessoas, a maioria alunos e professores numa excursão de uma escola, morreram ou estão desaparecidas por causa do naufrágio. Há 171 mortos já confirmados. Das 476 pessoas a bordo da Sewol, 174 conseguiram escapar.
A balsa Sewol começou a se inclinar na manhã da quarta-feira, 16 de abril, supostamente por uma curva brusca que levou ao deslocamento da carga, e em pouco mais de uma hora já estava completamente afundada.

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