Descrevendo suas vidas como um inferno, as famílias dos 118 marinheiros russos presos no submarino encalhado no fundo do mar de Barents lutam para aguentar o drama do resgate no fundo do mar, com um mínimo de informação da qual podem tirar algum conforto.
‘‘A pior coisa é a falta de informação’’, disse Galina, cujo marido e capitão-de-fragata Viktor Belogunya está entre os aprisionados no submarino.
Ela disse no domingo, primeiro dia em que a Marinha admitiu haver problemas com o submarino, que as famílias dos marinheiros ‘‘estavam vivendo um verdadeiro inferno’’. ‘‘Cada noticiário de televisão é como uma execução’’, ela disse ao jornal Kommersant.
‘‘Eu vim com esperança’’, disse Yyacheslav Shchevinsky, pai de um oficial a bordo do Kursk, que chegou à base naval de Severomorsk, anteontem. Mas ele se deu conta de que há pouca chance de a tripulação ser salva.
‘‘A temperatura a bordo do submarino caiu, não sabemos se eles têm roupas suficientes para o frio, as reservas de oxigênio estão diminuindo e não há mais contato com eles’’, disse Shchevinsky, que serviu durante 22 anos em submarinos russos.
Uma equipe de psicólogos foi enviada à vila de Vidyayevo, onde vivem várias famílias de marinheiros.
A imprensa russa disse que vários recrutas novos estão a bordo do Kursk. O chefe de equipe pôs à disposição das famílias um serviço telefônico, para que todos recebam novas notícias. (F.P.)

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