A família Suharto, durante 32 anos a ‘‘primeira família’’ da Indonésia, está pronta para enfrentar a Justiça, se ficar provado que possui riquezas adquiridas de maneira ilegal, declarou a filha mais velha do presidente, obrigado a renunciar no dia 21 de maio passado. Siti Hartiyanti Rukmana, mais conhecida pelo apelido de ‘‘Tutut’’, riquíssima mulher de negócios, ex-presidente do partido no poder e ministra no último governo de seu pai, declarou, segundo a imprensa, que ‘‘se somos culpados, vão em frente. Abram um processo’’.
Tutut acrescentou nesta primeira declaração pública desde a queda de seu pai que ‘‘não nos julguem fora do procedimento legal, pois a Indonésia é um país onde todos devem ter a mesma posição diante da lei’’. ‘‘Ninguém está acima da lei. Toda pessoa supostamente culpada deve ser levada ante um tribunal, mas ninguém pode pretender ser dono da justiça’’, acrescentou. O ex-presidente Suharto, segundo um dos advogados citados pelo jornal ‘‘Merdeka’’, decidiu que irá à sala do procurador geral que dirige a comissão encarregada de interrogá-lo.
Ele tomou esta decisão, em vez de receber a comissão em sua casa, como lhe propôs o procurador, ‘‘para não dar uma má impressão’’. Suharto afirmou no último dia 6 em um pronunciamento para uma rede de televisão, que não tem nenhum centavo em bancos estrangeiros. A revista norte-americana ‘‘Forbes’’ calculou em julho do ano passado a fortuna de Suharto em quatro bilhões de dólares.

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