Curitiba - Familiares do empresário curitibano Marcos Luszczynski, de 32 anos, desaparecido desde o dia 7 de novembro nos Alpes franceses, já encaminharam à Justiça daquele país um documento solicitando a emissão do atestado de óbito dele. Devido ao mau tempo, as buscas foram suspensas no início do mês.
Em um ou dois meses, ele deve ser declarado desaparecido ou morto pelas autoridades francesas.
O empresário curitibano tentava escalar o Mont Blanc, de 4.807 metros de altura, o mais alto da Europa e um dos mais perigosos do mundo. Ele fez contato com a família, via e-mail, em 4 de novembro, e depois em 7 de novembro, quando avisou por telefone que iria escalar o Mont Blanc.
O último registro ele fez num refúgio a 3.800 metros de altitude, quando começava a subida até o cume, a 4.807 metros.
Roberto Luszczynski, 34, irmão do empresário, chegou na quarta-feira ao Brasil. Ele voltou de Chamonix, cidade onde a montanha começa, apenas com a bagagem do irmão ''e um sentimento de impotência e de perda difíceis de admitir''. Roberto estava na França desde o dia 29 de novembro com o montanhista Carlos Osti, amigo de Marcos e com experiência em escaladas de montanhas com gelo. Eles tentavam obter informações sobre o trajeto de Marcos.
Roberto tentou contato permanente com a polícia, mas disse ter constatado in loco que não há possibilidade de buscas sem risco de morte. É quase começo de inverno no Hemisfério Norte, e as nevascas são constantes na região.
''As escaladas no Mont Blanc estão suspensas, e a montanha só será reaberta em abril (na primavera). As chances de localizar meu irmão são próximas de zero'', disse Roberto.

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