Família não se livra de processos
Santiago - A morte de Pinochet, que não chegou a ser condenado por nenhum crime, não livra sua mulher e três de seus cinco filhos de responder processo no Chile por fraude tributária e evasão fiscal. A viúva, Lucía Hiriart, 84 anos, seguirá processada como cúmplice do marido no chamado caso Riggs, que investiga a existência de seis contas secretas de Pinochet nos EUA. Auditoria revelou que o banco Riggs o havia ajudado a criar empresas fantasmas e a alterar, usando passaportes falsos, os nomes de contas suas e de sua família.
Em 15 de julho de 2004, o Senado dos EUA informou que, entre 1994 e 2002, o general havia mantido escondidos no Riggs US$ 8 milhões. Até então, apesar das acusações por homicídio e sequestro, a idoneidade financeira do general não havia sido questionada no Chile. Hoje estima-se que esses depósitos somem US$ 27 milhões.
Em janeiro deste ano, a Justiça chilena aceitou processo contra a mulher e os filhos de Pinochet por declarações de renda ''maliciosamente incompletas''. O filho mais novo do general, Marco Antonio Pinochet, também foi acusado por fraude tributária de 128 milhões de pesos chilenos em desvio de impostos. As irmãs Inés Lucía e María Verónica também estão sendo processadas.
No caso das irmãs ocorre o chamado ''processo de ofício'', já que não houve denúncia formal. O entendimento da Promotoria é de que elas foram apenas beneficiadas por crime cometido pelos pais. Por isso pode haver o arquivamento como já ocorreu com a caçula, Jacqueline. (Folhapress)





