Cilacap, Indonésia – A família do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, afirmou, em comunicado divulgado ontem, que a Indonésia nunca será capaz de redimir a sua falha ao proteger os diretos humanos e as pessoas com doenças mentais. Rodrigo teria sido diagnosticado com esquizofrenia e transtorno bipolar. O comunicado da família foi divulgado pelo advogado Ricky Gunawan. Nele, a família agradeceu "o generoso apoio das pessoas ao redor do mundo" e disse que a morte de Rodrigo será uma lembrança de que a luta para abolir a pena de morte é uma longa estrada a seguir, e a proteção aos direitos da pessoas com doença mental continuará a enfrentar ignorância e o ódio. O advogado falou ainda que a execução de alguém que sofria de esquizofrenia e transtorno bipolar "perturba nosso senso comum e choca nossa consciência moral". "O fato de um prisioneiro na Indonésia não poder obter tratamento de saúde e ser executado é ultrajante", disse. Além de Rodrigo, também foram executados um indonésio, dois cidadãos da Austrália, três da Nigéria e um de Gana.

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