Família Grimaldi festeja 700 anos
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 1997
France Presse 
MÔNACO - A família Grimaldi abrirá na próxima quarta-feira as celebrações dos 700 anos de reinado no principado de Mônaco com um Te Deum na catedral oficiado por um representante do Vaticano. Na ocasião, Monsenhor Jean-Louis Tauran recordará a Deo Juvante (Com a ajuda de Deus, a divisa monegasca).
O príncipe Rainier III, 73 anos, entregará ao público uma estátua do escultor holandês Kees Verkade dedicado à dinastia, antes de um espetáculo comemorativo para ilustrar a história de Mônaco nas águas mediterrâneas.
Tudo começou com Francesco Grimaldi, guelfo de Gênova, partidário do Papa, que chegou à Rocha de Mônaco dia 8 de janeiro de 1297 à frente de um grupo de homens disfarçados de monges para desalojar seus adversários, os Gibelinos favoráveis ao imperador germânico, que dominava o local há 60 anos.
Os Grimaldi hoje A família Grimaldi é dirigida atualmente pelo príncipe Rainier, pai de três filhos e avô de cinco netos.
Rainier III de Mônaco, nascido em 31 de maio de 1923, sucedeu a seu avô, o príncipe Louis II, dia 9 de maio de 1949 após a morte do príncipe.
Seguindo o exemplo do avô que se casou com uma atriz 30 anos mais nova, Rainier contraiu matrimônio em 1956 com a atriz norte-americana Grace Kelly, nascida dia 12 de novembro de 1929. Eles se conheceram durante um festival de Cannes, e se casaram em meio ao espoucar de milhares de câmeras. A princesa Grace morreu em setembro de 1982 num acidente de automóvel.
Rainier e Grace tiveram três filhos, nascidos entre 1957 e 1965.
Caroline, a mais velha, casou-se aos 21 anos com o francês Philippe Junot. A união, acompanhada com frequência pelas revistas, não durou mais que dois anos.
O príncipe Albert, segundo filho de Grace e Rainier e príncipe herdeiro, é solteiro.
A princesa Stéphanie divide com sua irmã as manchetes dos meios de comunicação dedicados a escândalos. Ex-estilista chez Dior, criadora de uma linha de maillots, ex-vedette da música, teve numerosos casos amorosos, segundo a imprensa sensacionalista.


