Vários familiares do presidente da Guatemala Alfonso Portillo abandonaram o país temendo ser sequestrados. A mãe do presidente, a irmã, o cunhado e dois sobrinhos partiram anteontem para o Canadá. É a primeira vez, na história da Guatemala, que a família do presidente tem que abandonar o país devido a ameaças do crime organizado.
Portillo disse ter sido informado de que uma quadrilha de sequestradores conhecida como Los Pasaco estava tentando capturar membros de sua família desde que ele se recusou a conceder clemência a dois delinquentes do bando que foram condenados à morte.
‘‘As informações nos levam a crer que poderia haver represálias contra minha família’’, afirmou Portillo. ‘‘Estamos falando de uma quadrilha perigosa, organizada e da qual muitos membros estão soltos. É melhor tomar precauções.’’
Os dois condenados, Luis Amilcar Cetino Pérez e Tomas Cerrate Hernández serão executados com injeção letal em 29 de junho pelo sequestro e assassinato, em 1997, de Bonifassi de Botran, uma das herdeiras da fortuna da destilaria Botran.
A família de Botran pagou um resgate, mas o cadáver da herdeira foi encontrado dias depois nos arredores da capital guatemalteca. Outros dois membros do bando de sequestradores fugiram da prisão há 18 meses, antes do início de seu julgamento.

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