Família de paranaense vai apelar ao papa
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A família do paranaense Rodrigo Gularte, de 43 anos, preso por tráfico de drogas na Indonésia em 2004, e condenado à pena de morte, vai fazer um apelo para que o papa Francisco intervenha para que o rapaz não seja executado. A informação foi confirmada ontem pelo advogado Cleverson Teixeira, amigo dos familiares e presidente do Instituto Não Violência.
Segundo ele, o pedido será feito diretamente por meio de carta à Nunciatura Apostólica, órgão que representa o Vaticano no Brasil e que, posteriormente, poderá enviar o apelo da família ao papa. A execução de Gularte pode ocorrer no próximo mês e, por isso, os familiares do rapaz ainda tentam de todas as formas evitar sua morte.
O apelo ao papa ocorre depois do governo brasileiro ter seu segundo pedido de clemência negado pela Indonésia na terça-feira, informou o Itamaraty. No país asiático, os presos são executados por um pelotão de fuzilamento, e podem escolher se querem ficar de pé, sentados ou deitados. Eles são vendados para a execução. As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo. O outro brasileiro que estava detido no País, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado no último final de semana.
Gularte foi preso em 2004 no Aeroporto de Jacarta, quando estava a caminho de Bali, e a sentença de condenação à morte foi proferida no ano seguinte. Ele transportava seis quilos de cocaína em oito pranchas de surfe. "A família pede que a pena não seja cumprida desta forma. O apelo ao papa será feito e esperamos que seja ouvido pelas autoridades da Indonésia. Ele já ficou preso por dez anos por tráfico e a condenação à pena de morte é extremamente rígida", ressaltou Teixeira.
Diagnosticado com esquizofrenia, Gularte poderia evitar a execução com uma transferência para um hospital psiquiátrico, como prevê a lei indonésia. Angelita Gularte, prima do brasileiro, está na Indonésia desde o último sábado e tem acompanhado o andamento do caso. Ele está na Penitenciária de Kerobokan, em Bali, mesmo local onde Archer estava. Entretanto, ainda não houve nenhuma definição sobre a possibilidade de transferir o brasileiro para um hospital psiquiátrico.
"A avaliação psiquiátrica foi realizada por uma médica da Indonésia, inclusive existe um laudo médico atestando o problema de saúde. Estamos aguardando novidades em relação a esta solicitação", completou o advogado. (Com Agências)


