Lisboa - Girley Viturino, pai da modelo Jeniffer Corneau, de 17 anos, embarcou ontem às 17h20, a Portugal para acompanhar o andamento das investigações. O corpo da modelo, que morreu em Lisboa após cair do 15º andar do prédio onde vive o namorado, Miguel Alves da Silva, foi liberado pelo Instituto de Medicina-Legal de Lisboa após passar por uma autópsia na última segunda-feira. A família definiu que o enterro será em Portugal assim que o pai da moça chegar ao país.
Os pais da jovem não acreditam na hipótese de suicídio. Para Girley, ela estava em uma fase boa da vida e não teria motivos para se matar.''Pode ter acontecido suicídio, pode. Mas no meu ser, no meu coração de pai, não acredito. Pela pessoa que ela era, o jeito de ser, alegre, sorridente, meiga... e não estava aparentemente com algum problema. Ela puxou a mim. Quando estava com algum problema, se isolava e isso não estava acontecendo com ela'', disse.
Sobre a carta supostamente deixada pela jovem, Girley afirma que a mãe reconhece que letra é semelhante à da filha, mas o conteúdo não condiz com a realidade. Ele não descarta a possibilidade da modelo ter sido obrigada a escrever a carta.
Quinta-feira (07) foi a última vez que a mãe da modelo, Solange Corneu, viu a filha. Ela jantou com o casal e, logo após, Miguel e Jeniffer foram para o apartamento dele. ''Se foi suspeita (a morte) ou se foi outra coisa, a investigação vai dizer. A gente fica sem saber e isso é complicado para um pai. Saber que nunca mais vai ver sua filha, não poder abraçá-la, é muito complicado'', afirmou Girley.

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