Londres, Reino Unido – Pouco depois das 10h (6h em Brasília) de ontem familiares e amigos do brasileiro Jean Charles de Menezes relembraram em Londres a sua morte ocorrida há dez anos e cobraram punição dos envolvidos na operação policial que o confundiu com um terrorista. No dia 22 de julho de 2005, neste mesmo horário, Jean, então com 27 anos, foi alvejado com sete tiros na cabeça em um vagão na estação de metrô de Stockwell. A Scotland Yard, polícia metropolitana de Londres, foi considerada culpada pelos erros na ação, mas até hoje ninguém foi criminalmente punido pelo episódio.
Com flores, velas e um minuto de silêncio, um grupo de dez pessoas próximas a Jean, sob olhar de curiosos e de jornalistas brasileiros e britânicos, o homenageou em frente ao memorial inaugurado em 2010 na estação de metrô. "Há dez anos, meu primo veio até aqui e foi morto. É inacreditável pensar no que ocorreu, ele era um inocente querendo ajudar sua família. Queremos a punição dos responsáveis pela operação", disse Vivian Menezes Figueiredo, 34, prima de Jean e que vive em Londres desde a época de sua morte.
No mês passado, a família de Jean entrou com uma ação na Corte Europeia de Direitos Humanos buscando punição para os envolvidos. Em sua versão, a polícia alegou acreditar que Jean Charles fosse Osman Hussain, suspeito de tentar, sem sucesso, operar um ataque terrorista no dia 21 de julho, numa ação ligada aos atentados de 7 de julho que deixaram 52 mortos.

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