Família de Foz é vítima de ataques no Líbano
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terça-feira, 18 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Outros três brasileiros, residentes em Foz do Iguaçu e que estavam em férias no Líbano, foram vítimas dos ataques das Forças de Defesa de Israel. A casa em que eles estavam, na localidade de Tallousa, no sul libanês, foi bombardeada por volta das 9 horas da manhã de ontem. Bassel Tormoss, de apenas oito anos, morreu e sua mãe, Manal, e um irmão ficaram feridos. O pai, Imad Tormoss, estava a trabalho em Beirute e só soube da tragédia horas mais tarde.
O primo de Imad, Akram Ahmad Tormoss, também de Foz do Iguaçu, ficou indignado com o bombardeio a Tallousa. ''Não há nenhuma base militar lá. É uma cidade pequena e tranquila'', relatou. Ele disse que está com dificuldade de fazer contato com os familiares que estão no Líbano. Além dos que foram vítimas do ataque, há outra família de Foz do Iguaçu um casal e quatro crianças , também de sobrenome Tormoss, que está em Tallousa, sem comunicação, contou Akram.
''Ao lamentar o falecimento dessa nova vítima brasileira e ao apresentar suas mais sinceras condolências a seus familiares, o Governo brasileiro renova seu apoio às iniciativas diplomáticas em curso e, em especial, à Missão de Alto Nível enviada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, com vistas à obtenção de um imediato cessar-fogo na região'', informou o Ministério das Relações Exteriores, em nota oficial.
Na tarde de ontem, chegou ao Brasil um grupo de 98 brasileiros, que foi trazido pelo governo em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles saíram de Beirute, na manhã de segunda-feira, em um comboio de ônibus organizado pelo Consulado-Geral do Brasil na capital libanesa, em direção à cidade de Adana, na Turquia, de onde o avião decolou. A assessoria de imprensa do Itamaraty não soube informar de que estados são as famílias trazidas do Líbano. Informou apenas que o avião pousou, inicialmente, em Recife, e depois em São Paulo (ver texto na página).
O Sheik Mohamad Khalil, de Curitiba, que está acompanhando a situação dos brasileiros no Líbano, reclamou das dificuldades de comunicação com a embaixada brasileira e de falhas no auxílio aos brasileiros. Para ele, o mais sensato seria colocar aviões em cidades mais próximas como Damasco e Aleppo para facilitar a saída das pessoas. A Turquia, disse ele, fica muito distante e as famílias têm dificuldade de se deslocar.
Hoje, representantes da comunidade muçulmana de Curitiba e de outras entidades civis e religiosas farão uma manifestação na praça Santos Andrade em solidariedade ao povo libanês e palestino.


