A família de Liliana Primo, de 43 anos, e Valentina Tatiana Terraciano, de 15, que estão na Tailândia, pôde respirar aliviada ontem. Por telefone, elas conseguiram informar os familiares, que moram em Cambé (13 quilômetros a Oeste de Londrina) que a região onde se encontram não foi afetada pelo terremoto. Os dois primeiros dias da semana foram de desespero pela falta de notícias.
Liliana, uma comerciante que mora na ilha de Stromboli (sul da Itália), foi passar as festas de final de ano na Ásia com a filha Valentina. Por sorte, porém, elas escolheram a ilha de Koh Samui, que fica na costa leste da Tailândia. O lado oeste foi arrasado pelas ondas gigantes provocadas pelo maremoto. ''Ela disse que no domingo sentiu um tremor, mas que nada de mais grave aconteceu'', relatou Antonia Primo Mozer, de 62 anos, mãe de Liliana. Em entrevista à Folha anteontem, Antonia chegou a dizer que seria muito difícil conseguir notícias da filha e da neta.
''Ontem de manhã eu entrei em pânico. Minha pressão subiu muito e tive que ser internada. Enquanto estava no hospital minha filha mais nova ligou, contando que a Liliana tinha conseguido fazer contato. Foi um alívio enorme. Por volta do meio-dia ela conseguiu ligar de novo e nos falamos, mas a comunicação está muito difícil.'' Segundo Antonia, a filha e a neta pretendem sair da Tailândia no próximo sábado.
Apesar dos muitos ruídos na ligação, Liliana também contou à família que na região onde se encontra pouca gente está sabendo da tragédia no outro lado do país. ''Ela ficou espantada quando eu falei da quantidade de gente morta. Dá a impressão que as autoridades estão boicotando informações para não afugentar os turistas. As pessoas estão levando uma vida normal, indo a restaurantes e danceterias'', disse Antonia. (Silvana Leão/Reportagem Local)

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