Família bilionária alemã admite passado nazista
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domingo, 24 de março de 2019
France Presse 
Berlim - Mais de 70 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, uma das famílias mais ricas de Alemanha admitiu que manteve obscuros vínculos com o regime de Adolf Hitler. O porta-voz da família Reimann, Peter Harf, revelou ao jornal Bild am Sonntag o plano para doar 10 milhões de euros à caridade depois de descobrir o apoio de seus antepassados aos nazistas e o uso de trabalho forçado na empresa da família durante a guerra. "O patriarca Reimann e seu filho primogênito foram os culpados. Os dois empresários morreram e deveriam ter sido presos", disse Harf. Albert Reimann morreu em 1954 e seu filho em 1984.
A companhia que fundaram, a JAB Holding, é uma grande multinacional que possui marcas que vão desde Clearasil (cosméticos) até Calgon (limpeza). Com uma riqueza estimada em 33 bilhões de euros, acredita-se que a família Reimann é a segunda mais rica da Alemanha.
Harf disse que a família começou pesquisar sobre o passado na década de 2000, e em 2014 decidiu contratar um historiador para fazer uma investigação minuciosa sobre os vínculos de seus antepassados com o nazismo.
A família pretende levar a público um relatório detalhado sobre esta situação quando o livro do historiador Paul Erker da Universidade de Muniqu estiver terminado, destacou Harf. Ao citar cartas e documentos de arquivo, o jornal Bild am Sonntag informa que o patriarca da família Reimann senior foi um doador voluntário da SS (unidade paramilitar de Hitler) desde 1931. A empresa foi considerada em 1941 como "crucial" para os esforços de guerra.


