Paris - A Aids, que já matou mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 3 milhões em 2005, é um mal que segue fazendo vítimas, enquanto mais de 40 milhões de pessoas estão infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).
Diante dos estragos que a pandemia continua fazendo, o Dia Mundial de Luta contra a Aids, hoje, cuja mensagem ''Stop Aids. Cumprir as promessas'' é dirigida tanto a particulares quanto a governos e doadores, tem ecos sombrios.
Apesar desse panorama, a Unaids destaca ''notícias animadoras'', como a queda nas taxas de infecção em alguns países das regiões mais afetadas no Caribe e África (Quênia e Zimbábue).
A meta fixada no fim de 2003 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de tratar 3 milhões de doentes dos países pobres até o fim de 2005, não poderá ser alcançada, apesar dos progressos registrados: mais de 1 milhão (contra cerca de 700 mil no fim de dezembro passado) de doentes tratados, dos 6,5 milhões cuja sobrevivência está em jogo.
Essa desigualdade afeta a região Europa da OMS (52 Estados), onde apenas 342 mil doentes são tratados, apesar de 535 mil precisarem de atendimento médico, segundo a OMS-Europa, que pede ''o acesso urgente'', principalmente na Rússia e Ucrânia, onde os casos de Aids proliferam. Segundo essas previsões, entre 580 mil e 1 milhão de doentes na Europa irão precisar de triterapia em 2010.
O Fundo Mundial de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária reconheceu na semana passada que não tem dinheiro suficiente, e pediu ajuda para conseguir os 3,3 bilhões de dólares que restam para completar os 7,1 bilhões necessários para o orçamento 2006-2007.
Mas as necessidades globais (tratamento, treinamento da equipe médica, atenção aos órfãos) são muito maiores, e foram estimadas em 15 bilhões de dólares no ano que vem, 18 bilhões em 2007 e 22 bilhões em 2008. O acesso ao tratamento, no entanto, permitiu evitar neste ano ''entre 250 mil e 350 mil mortes'', segundo a Unaids.
A cada dia, 14 mil pessoas são contaminadas pelo vírus da Aids, 2 mil delas menores de 15 anos, segundo o último relatório sobre o HIV/Aids (Unaids) e da OMS.
Diante da nova onda de infecções e enquanto o vírus se propaga perigosamente nos países mais povoados do planeta China, Índia e Indonésia a Unaids insiste em que os esforços de prevenção devem aumentar ''com urgência''.

mockup