Falta comida para refugiados
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quinta-feira, 01 de junho de 2006
Folhapress 
São Paulo - A chegada de forças de paz estrangeiras a Timor Leste, nos últimos dias, diminuiu a violência que assola a capital do país, Dili, desde o final de abril. Mas ainda não foi capaz de restaurar a segurança, essencial para que os cerca de 100 mil timorenses que deixaram suas casas possam voltar.
Ontem o presidente Xanana Gusmão visitou um campo de refugiados e tentou, em vão, convencer os moradores a voltar para casa.
Temerosos devido à ação de gangues armadas com facões que diariamente entram em confronto nas ruas, além de pilhar e queimar casas, moradores de Dili se aglomeram em centros comunitários, igrejas, acampamentos improvisados ou casas de parentes.
Nos grandes acampamentos, a maioria passa o dia sob quentes ''barracas'' improvisadas muitas das quais se resumem a um plástico sobre suas cabeças. O padre Adriano de Jesus, chefe de um campo de refugiados, descreveu a noite passada: ''Uma gangue ficou no portão, fazendo barulho e aterrorizando as pessoas''.
No mesmo campo, Carlos Carvalho reclamou da falta de alimentos: ''Não temos comida suficiente. E estamos ficando sem água'', disse. A dona-de-casa Angelita Gonzales, no nono mês de gravidez, dorme no chão de uma quadra de basquete há quase
A ONU anunciou ontem ter feito um acordo com o governo para distribuir alimentos a 30 mil dos refugiados, e disse já ter providenciado barras com alto teor energético para as crianças e as grávidas, além de arroz e barras reforçadas para outras mil pessoas. Entidades filantrópicas calculam que entre os refugiados estejam 3.000 crianças e 3.000 gestantes.


