Os investigadores da catástrofe de Kaprun (Áustria) citaram ontem pela primeira vez a pista de um problema técnico que teria ocorrido antes que o funicular entrasse no Túnel de Kaprun.
‘‘Marcas encontradas no local indicam que houve um problema técnico antes da entrada do túnel, pouco depois da partida do funicular’’, anunciou Christian Tisch, um dos responsáveis pela investigação técnica.
Os investigadores têm agora a certeza de que ‘‘a parada do funicular foi provocada por uma causa ainda desconhecida’’.
Lembrando que nenhuma pista está descartada e que todos os indícios serão cuidadosamente estudados, os investigadores precisaram também ter encontrado marcas de lubrificante na via, cuja origem deverão determinar.
Entretanto, o investigador insistiu que ‘‘não foi encontrada nenhuma prova’’ que permita priorizar uma determinada pista.
Outro investigador, o comandante da gendarmeria Franz Lang, encarregado das buscas, afirmou por sua parte que ‘‘a investigação se concentra em um defeito técnico no trem’’ e que estão sendo realizadas análises toxicológicas nos corpos das vítimas para tentar definir a natureza do problema.
Um novo balanço, que continua sendo parcial, anunciado ontem, dava conta de 156 a 160 pessoas mortas no sábado nessa catástrofe.
‘‘Teoricamente podemos alcançar o total de 160’’ vítimas, considerou o responsável pelas buscas.
Os grupos de resgate declararam que 90 corpos tinham sido retirados do túnel e levados para Salzburgo. Fortes ventos complicavam nesta terça-feira a evacuação, efetuada através de helicópteros. O funicular tinha sido posto em serviço em 1974 e os carros foram substituídos há seis anos.
Na espera dos resultados da investigação, as autoridades suspenderam o funcionamento dos outros cinco funiculares da Áustria que passam por túneis.

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