Falha ataque a chefe do Fatah
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Ramalah, Cisjordânia 
O chefe do Fatah para a Cisjordânia, Marwan Barghouthi, escapou ontem de um ataque com mísseis lançado por helicópteros israelenses em Ramalah, informaram testemunhas à AFP.
Um primeiro míssil dirigido contra o carro de Barghouthi, que estava estacionado em frente às instalações do movimento do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, errou o alvo, mas o veículo foi pulverizado por um segundo míssil.
Barthouthi estava no interior do prédio quando ocorreram os disparos, que feriram duas pessoas, segundo as mesmas fontes.
Em uma declaração à AFP, Barghouthi prometeu intensificar a Intifada (levante palestino) depois de escapar deste ataque israelense.
Israel considera que Barghouti é o principal organizador da Intifada na Cisjordânia.
Outro militante do Fatah, Mohamad Abu Halawah, que estava no carro, conseguiu escapar quando caiu o primeiro míssil.
Sexta-feira, Israel havia feito uma advertência aos palestinos ante qualquer eventual atentado mortífero, um risco acentuado pela interceptação de dois portadores de bombas em 24 horas, enquanto os palestinos reativam sua campanha para o envio de observadores internacionais.
AdvertênciaOs dirigentes palestinos, reunidos na noite de sexta-feira, em Gaza, lamentaram a fragilidade das pressões exercidas sobre o governo de Israel e advertiram que a atual escalada militar israelense poderia desestabilizar a região.
A (débil) condenação da comunidade internacional à política do governo israelense e a escalada militar contra nosso povo (...) conduzirão seguramente a uma desestabilização regional, assinalou o comunicado da reunião que foi encabeçada pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Os dirigentes palestinos estimaram que o envio de observadores é o meio mais adequado de aplicar as recomendações do plano Mitchell, que determina, antes de mais nada, a cessação da violência.
Igualmente afirmaram que Israel se engana ao pensar que sufocará a luta dos palestinos pela liberdade e independência assassinando dirigentes do Fatah (partido do presidente Arafat), do Hamas e da Jihad Islâmica (movimentos radicais muçulmanos).


