Extremistas
divulgam suas
reivindicações
Extremistas exigem US$ 2 milhões por refém
Associated Press
De Jolo
Os rebeldes muçulmanos do grupo separatista Abu Sayyaf divulgaram ontem a primeira lista contendo suas reivindicações para soltar os 21 reféns que mantêm cativos. As exigências incluem a criação de um estado independente islâmico. As reivindicações irão, provavelmente, complicar as negociações. O manifesto político de duas páginas avalia o sequestro como um ‘‘mal menor’’ diante das injustiças sofridas pela minoria muçulmana nas Filipinas, país de maioria católica. De acordo com o documento, a comunidade muçulmana tem sido ‘‘refém’’ do governo filipino, ‘‘sequestrando sua soberania’’. Os sultanatos muçulmanos já existiam na região sul das atuais Filipinas antes da Espanha colonizar o território em 1500. O governo colonial conseguiu converter a maioria da população, mas falhou nas áreas de descendência islâmica.
Não ficou claro se os rebeldes pretendem apresentar o manifesto aos negociadores do governo, que insistem na assinatura das cinco facções políticas do grupo no documento. ‘‘Sem isso, não poderemos ter certeza de que as exigências representam a todos’’, explicou o negociador Robert Aventajado. As discussões formais para a liberação dos reféns já começaram, mas certamente irão estender-se até amanhã ou depois de amanhã.
Os rebeldes exigem também um resgate de US$ 2 milhões pela libertação da refém alemã enferma Renate Wallert, afirmou ontem em Pequim o ministro filipino de Relações Exteriores, Domingo Siazon.
‘‘O preço inicial era de US$ 1 milhão para a alemã e depois subiu para dois milhões, mas nós lhes pedimos um preço global para o conjunto dos 21 reféns’’, declarou Siazon à imprensa.
Segundo testemunhas, Wallert, de 57 anos, sofre de pressão alta, não pode andar, está esgotada e desmaia sem cessar.

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