São Paulo - O militante de extrema-direita Anders Breivik, acusado de ter matado 77 pessoas em julho na Noruega, afirmou ontem que a ação foi ''um ataque preventivo contra os traidores da pátria''.
No julgamento, ele disse que a intenção do atentado era ''defender a população de etnia norueguesa'', em uma cruzada contra o multiculturalismo e o que chamou de ''invasão muçulmana''.
Breivik ainda exigiu duas vezes ser libertado de imediato porque não aceitava estar preso, provocando risadas entre sobreviventes e parentes das vítimas que assistiam ao julgamento.
O extremista está detido preventivamente desde julho na prisão de Ila, próxima a Oslo. Ele é considerado responsável por dois ataques na Noruega, em 22 de julho. O primeiro foi a explosão de um carro-bomba no Centro da capital Oslo, em que oito pessoas morreram. Em seguida, outras 69 perderam após o atirador abrir fogo em um congresso da Juventude Trabalhista norueguesa, na ilha de Utoeya, a 45 km de Oslo.
Estes foram os piores ataques cometidos na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.

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