Explosões reacendem terror na Inglaterra e Espanha
Londres - Um pequeno pacote explodiu num escritório no centro de Londres ontem, ferindo levemente uma mulher, informou a polícia, o que provocou tensão na capital britânica. A polícia antiterrorista foi chamada após a explosão na Victoria Street, a pouca distância da Scotland Yard, o quartel-general da polícia britânica, e também próximo de escritórios do governo.
A mulher ferida foi levada a um hospital das redondezas por causa ''de pequenos ferimentos'', disse uma porta-voz da polícia. Fontes citadas pela agência de notícias Press Association disseram que a vítima sofreu ferimentos nas mãos.
Falando no local da explosão, o superintendente-chefe Ian Thomas afirmou que uma pequena explosão ocorreu às 9h40 locais (7h40 de Brasília) num prédio de número 71 da Victoria Street, onde fica a sede da empresa Capita Group Plc.
A empresa administra a cobrança do esquema de pedágio pela circulação de veículos por Londres e também possui alguns contratos do governo. ''Estamos investigando as causas da explosão'', garantiu Ian Thomas.
As cenas que se seguiram após a explosão - sirenes de ambulâncias e de carros de polícia - inicialmente lembraram os momentos de terror após atentados. Londres está sob alerta desde 7 de julho de 2005, quando 56 pessoas morreram em ataques contra o sistema de transportes.
Segundo a polícia, é muito cedo para afirmar quem está por trás do incidente. ''Não estamos preparados neste estágio a debater sobre os responsáveis'', disse a porta-voz.
Madri - Na Espanha, uma explosão na noite desse domingo de pelo menos dois artefatos causou grandes danos na estação ferroviária de Baracaldo, no País Basco, e perturbou o tráfego, informou a polícia.
As autoridades estão investigando a natureza do material explosivo para determinar se é um caso de violência urbana (''kale borroka'', cometido por movimentos da juventude radical basca) ou um ato do grupo separatista basco ETA.
A imprensa informou que dois ou três artefatos explodiram. A ação contra a estação de Baracaldo aconteceu poucas horas depois que a polícia basca prendeu 18 membros de organizações da juventude radical em obediência a um veredicto de janeiro condenando-os a seis anos de prisão.





