Explosões matam seis palestinos
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Seis palestinos foram mortos ontem, cinco em misteriosas explosões, enquanto o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, insistia que deve haver um prolongado período de calma antes que seja possível retomar qualquer conversação de paz com os palestinos.
Uma das explosões ocorreu dentro de um prédio na Cidade de Gaza, matando dois palestinos e ferindo outros cinco. Um vizinho disse que o prédio pertencia a ativistas do grupo Hamas. A Rádio de Israel divulgou que no local funcionava aparentemente uma fábrica de bombas. O Hamas tem reivindicado responsabilidade por uma série de recentes ataques à bomba em Israel.
Na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, uma forte explosão na noite de ontem destruiu um prédio de apartamentos de dois andares na frente de instalações do governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), do líder Yasser Arafat. Pelo menos duas pessoas morreram um homem de cerca de 40 anos e um menino de 8 anos. Uma mulher de 23 anos e uma menina de cinco ficaram feridas e sua situação era instável.
Não foi divulgada nenhuma informação imediata sobre a causa da explosão. Várias pessoas ficaram presas em meio aos destroços do edifício.
Mesmo com os confrontos israelense-palestinos se arrastando por sete meses, nenhum lado se mostrava otimista em relação à última iniciativa de paz, que pede por um cessar-fogo a ser respeitado por pelo menos um mês, a ser seguido pela retomada das negociações de paz.
O ministro do Exterior israelense, Shimon Peres, viajou ontem para os Estados Unidos a fim de conversar com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e com líderes americanos, mas nenhum grande avanço parecia iminente. No domingo, Peres reuniu-se com líderes do Egito e da Jordânia. Entrevistado pela televisão israelense em Nova York, Peres afirmou que existe um entendimento com os palestinos sobre um cessar-fogo, mas ainda não há um acordo.


