Explosões matam 64 torcedores em Uganda
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Folhapress 
São Paulo - Duas explosões atingiram torcedores que assistiam à final da Copa do Mundo em um clube de rugby e um restaurante etíope e mataram ao menos 64. A polícia e o governo suspeitam de ataques de homens-bomba do grupo islâmico somali Al Shabab, ligado à rede terrorista Al Qaeda.
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, afirmou ontem que ''pegaremos (os responsáveis) onde quer que estejam''.
O porta-voz do governo de Uganda Fred Opolot disse haver indícios de que foram dois homens-bomba os responsáveis pelos ataques, que deixaram ainda cerca de 60 feridos.
O porta-voz do Exército Felix Kulayigye disse que os investigadores identificaram um somali em uma das cenas dos ataques e que as suspeitas recaem sobre terroristas suicidas. ''Nós suspeitamos da Al Shabaab porque eles têm prometido isso há muito tempo'', disse. Até o momento, contudo, nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques.
Um comandante do grupo somali em Mogadício elogiou os ataques, mas admitiu não saber se foram trabalho de militantes do Al Shabaab, que luta para derrotar o frágil governo somali e impor a lei islâmica no país. ''Uganda é um grande país infiel, que apoia o chamado governo da Somália'', disse Sheikh Yusuf Isse. ''Nós sabemos que Uganda é contra o Islã e ficamos muito felizes com o que aconteceu em Campala. Estas são as melhores notícias que ouvimos.''
A polícia diz que as vítimas incluem ao menos dez etíopes, além de indianos e congoleses. O grupo de ajuda humanitária Invisible Children, com base na Califórnia (EUA), disse que o americano Nate Henn está entre os mortos no clube de rugby. Vários americanos de uma igreja na Pensilvânia ficaram feridos no ataque.
O presidente americano, Barack Obama, condenou o que chamou de ataques covardes e deploráveis e disse que Washington está pronto para ajudar Uganda a caçar os responsáveis.


