Explosões nas proximidades de um mercado lotado e numa padaria no sul das Filipinas deixaram ontem pelo menos cinco pessoas mortas e 58 feridas. Os ataques quase simultâneos levaram a polícia a suspeitar que eles foram obra de guerrilheiros lutando por um Estado islâmico independente nas Filipinas, um país majoritariamente católico.
Rebeldes do Abu Sayyaf mantêm 21 reféns, incluindo 19 estrangeiros, em montanhas da ilha de Jolo, onde ocorreu um dos ataques de ontem. Testemunhas viram três homens lançando granadas do segundo andar de um mercado público na cidade de Jolo, capital da ilha, disse o chefe de polícia Muhammad Alamia.
Duas das granadas explodiram num restaurante e a terceira numa viela lotada. Três pessoas morreram e pelo menos 39 ficaram feridas. Quase no mesmo momento, outra explosão na cidade de Zamboanga, na ilha vizinha de Mindanao, matou uma mulher e feriu pelo menos 19 pessoas, disseram funcionários do hospital local. A bomba destruiu completamente a fachada da padaria.
O chefe da polícia de Jolo, coronel Cándido Casimiro, informou que ‘‘forças policiais suplementares foram mobilizadas na área para perseguir os suspeitos, que podem fazer parte dos rebeldes’’.
O governador da província de Sulu Abdsakur Tan, considera que o atentado não teve qualquer relação com a captura dos reféns.
Os feridos em Jolo foram levados para um hospital cuja sala de emergência ficou com o chão banhado de sangue. Retornando ao hospital de Jolo, uma equipe de médicos que havia visitado os reféns do Abu Sayyaf começou imediatamente a tratar os feridos.
Eles disseram que um dos 21 cativos, a sul-africana Monique Strydom, informou a eles que ela estava grávida de dois meses quando foi capturada pelo grupo há 26 dias numa ilha turística da Malásia.
‘‘Como médicos, recomendamos que ela fosse libertada’’, disse Nelsa Amim, médica chefe governamental de Jolo. O Abu Sayyaf é o menor e mais radical de dois grupos separatistas lutando contra o governo no empobrecido sul das Filipinas. Negociações formais para a libertação dos reféns começarão nesta hoje ou amanhã, informou o enviado líbio Abdul Rajab Azzarouq.

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