Explosões ferem 50 na Tailândia
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Folhapress 
São Paulo - Ao menos uma pessoa morreu e outras 50, incluindo quatro estrangeiros, ficaram feridas em uma série de explosões ocorridas ontem no centro financeiro de Bancoc, capital da Tailândia.
Uma das explosões aconteceu perto de uma estação do metrô na popular rua Silom, situada a cerca de 500 metros do local em que os manifestantes da oposição e governistas mantêm confrontos esporádicos. Outra explosão atingiu a frente da filial de uma entidade bancária e uma terceira foi detonada perto do Hotel Dusit Thani, de cinco estrelas.
Segundo a polícia, as explosões foram causadas por granadas do tipo M-79, jogadas por um lança-granadas. O mesmo tipo de munição foi lançado contra as tropas do governo durante um violento confronto com os ''camisas vermelhas'' que deixou ao menos 25 mortos em 10 de abril passado.
''As explosões não tiveram nada a ver conosco'', disse Weng Tojirakarn, um dos líderes dos ''camisas vermelhas'', que sugeriu que o ataque pode ter sido realizado por manifestantes rivais, pelo governo, Exército e polícia.
A polícia não divulgou, por enquanto, as identidades nem as nacionalidades das vítimas estrangeiras, aparentemente turistas, por se tratar de uma região famosa da cidade, onde fica o popular mercado de Patpong.
As explosões causaram pânico nas centenas de pessoas que estavam perto da estação, muitas das quais fugiram ou buscaram refúgio em entradas de prédios.
''É preocupante, ver ambulâncias, as pessoas fugindo. A polícia e o Exército não parecem estar no controle'', disse Herman Koopman, turista holandês.
As autoridades suspenderam o serviço em uma parte da linha do metrô elevado, conhecido como Skytrain. O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, convocou uma reunião de emergência com os chefes de segurança do país, segundo o porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn.
A área das explosões é cenário de um tenso enfrentamento entre os ''camisas vermelhas'', que exigem a renúncia do premiê, e as tropas do governo. Centenas de soldados, muitos armados com rifles de assalto M-16, chegaram no bairro rico de Bancoc na segunda-feira para impedir que milhares de ''camisas vermelhas'' fizessem novos protestos.


