Explosões em sinagogas deixam 17 mortos em Istambul. Grupo radical assume atentado
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domingo, 16 de novembro de 2003
Das Agências 
Istambul - Pelo menos 17 pessoas morreram e 225 ficaram feridas ontem quando dois carros-bomba, cheios de explosivos, atingiram ontem duas sinagogas em Istambul, maior cidade da Turquia, país que faz fronteira com o norte do Iraque. Os templos estavam lotados, e as vítimas celebravam o sabá, dia sagrado de orações dos judeus, do pôr-do-sol de sexta-feira ao de sábado.
A autoria dos atentados foi assumida pelo grupo radical turco conhecido como IBDA-C Frente dos Cavaleiros Islâmicos do Grande Oriente , fundado em 1985, mais ativo na região de Istambul desde 1993, quando começou a lançar ataques a bares, discotecas e igrejas.
Toda a fachada da sinagoga, construída nos anos 40, foi destruída, constatou a imprensa. Em frente ao templo, os corpos de duas vítimas estavam cobertos de papel no chão. A forte explosão quebrou os vidros de dezenas de prédios vizinhos.
O ministro turco das Relações Exteriores, Abdullah Gul, disse que o ataque foi um ato terrorista de ramificações internacionais. ''Estamos diante de um ataque terrorista diferente dos cometidos até agora na Turquia'', afirmou.
O governo de Israel considerou como ''ataques terroristas criminosos'' as explosões que atingiram as duas sinagogas.
O Ministério das Relações Exteriores disse, em comunicado, que ofereceu ajuda à Turquia. Uma delegação israelense foi enviada ao país.
A França também condenou os ataques, que foram classificados de ''odiosos'', em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, e expressou pesar com as famílias das vítimas e ''solidariedade'' com as autoridades turcas.
Paris - Um incêndio deixou uma escola judaica parcialmente destruída ontem em Gagny, norte de Paris, sem ferir ninguém, informaram bombeiros da capital francesa. Os ministros do Interior e da Educação foram ao local. ''Temos dúvidas sobre as causas do acidente'', admitiu a prefeitura de Seine-Saint-Denis (norte). De acordo com as primeiras investigações o fogo veio de dois lugares distintos.
O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, declarou que a origem criminosa do incêndio de um estabelecimento escolar ''parece estar confirmada'' e indicou que ''é evidente a conotação racista e anti-semita do ato''. ''As palavras de anti-semistismo devem ser pronunciadas. O honesto é não negar a evidência. Quando se ateia fogo numa escola judaica é difícil não pensar que seja um ato anti-semita''.
As autoridades falam em danos importantes para a escola. O primeiro andar do prédio foi totalmente destruído, mas não tinha ninguém no local. O estabelecimento tem um colégio e uma escola primária e é administrado pela associação confessional Merkaz Hatorah.


