Explosões em hotéis de Amã matam ao menos 52
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Três atentados a bomba a três hotéis na capital da Jordânia, Amã, deixaram ontem ao menos 52 pessoas mortas e feriram mais de 120. Segundo a polícia jordaniana, os ataques, praticamente simultâneos, foram cometidos por três homens-bomba e têm a marca da Al-Qaeda.
Os hotéis atingidos pelas explosões foram o Grand Hyatt, o Radisson SAS e o Days Inn, frequentados por executivos e diplomatas europeus e americanos, todos os três situados na região comercial de Jebel Amã.
O Radisson é particularmente popular entre turistas israelenses e já foi alvo de várias tentativas frustradas de ataque. A explosão no Grand Hyatt destruiu completamente a entrada do hotel.
No Radisson, a explosão ocorreu durante uma festa de casamento com mais de 300 convidados. Nesse hotel, ao menos cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas. ''Nós pensamos que fossem fogos de artifício da festa, mas então eu vi pessoas caindo pelo chão'', disse Ahmed, um dos convidados do casamento. ''Eu vi sangue, pessoas mortas. Foi feio'', completou.
Nos três hotéis há seguranças privados, contratados de uma mesma empresa jordaniana, postados no lobby de entrada. Cada um dos estabelecimentos é também patrulhado por um ou dois carros de polícia, que fazem uma ronda periódica.
''Enfim os terroristas conseguiram burlar a segurança na Jordânia'', disse o jornalista Ayman al Safadi, editor do jornal local ''Al Ghad'', em referência a diversas tentativas de atentado que, no passado, foram frustradas.
A Jordânia, país aliado aos EUA, tem conseguido escapar à onda de ataques terroristas no Oriente Médio, e sua capital é vista como um ponto de estabilidade na turbulenta região.
No entanto nem sempre os jordanianos têm sido bem-sucedidos na contenção dos terroristas: em 19 de agosto último, três foguetes foram disparados contra um navio da Marinha dos EUA ancorado no porto de Ácaba.
O rei Abdullah 2º, da Jordânia, que estava em viagem oficial ao Cazaquistão, cancelou a visita e estava retornando aos seu país na noite de ontem. De acordo com o soberano, o ''bando de criminosos'' que cometeu os atentados não impedirá a Jordânia de continuar sua ''luta contra o terrorismo''.


