Explosões deixam 7 mortos na China
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Lorien Holland, da France Presse, de Pequim 
Os separatistas muçulmanos acabaram, na noite de terça-feira, com a tranquilidade na China, depois da morte do patriarca chinês Deng Xiaoping, matando pelo menos sete pessoas e ferindo outras 67 em atentados com bombas colocadas em ônibus de Urumqi, capital de Xinjiang (Noroeste da China), informaram os habitantes locais ontem.
Enquanto Pequim recolhia as últimas flores dos funerais de Deng e concluía seu período de seis dias de luto, combatentes da liberdade - separatistas muçulmanos - colocavam quatro bombas em ônibus no centro de Urumqi.
Sete pessoas morreram e 67 ficaram feridas em três explosões em ônibus públicos, mas uma quarta bomba foi encontrada antes de detonar, disse um funcionário da província, confirmando as declarações de residentes chineses e empresários ocidentais.
Habitantes de Urumqi disseram que a Polícia Popular Armada bloqueou as estradas de acesso à cidade e está fazendo controles de identidade.
Horas antes as autoridades provinciais haviam se negado a comentar as informações.
Empresários ocidentais na cidade haviam indicado que o balanço de mortos chegava a 10 pessoas em consequência da explosão de três bombas, enquanto os habitantes destacavam que dois dos artefatos foram desativados antes que pudessem explodir.
Repressão Deng, o iniciador das reformas econômicas chinesas que morreu no último dia 19, aos 92 anos, aplicou uma política de manutenção da unidade territorial chinesa recorrendo frequentemente à repressão em Xinjiang e no Tibete.
Embora nenhum grupo tenha reivindicado os atentados, tanto os habitantes chineses como os muçulmanos disseram que as bombas fazem parte de uma campanha de vingança depois da repressão do governo chinês contra os separatistas muçulmanos realizada no início deste mês.
A repressão foi uma resposta a manifestações antichinesas na cidade fronteiriça de Yining, que deixaram pelo menos dez mortos, segundo um balanço oficial chinês.
Segundo os separatistas exilados no Cazaquistão, os combatentes da liberdade já iniciaram esforços para retomar Xinjiang.


