Explosão no metrô mata duas pessoas
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quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
Reuter, 
Duas pessoas morreram e pelo menos 48 ficaram feridas ontem em consequência de um atentado a bomba numa das estações do metrô de Paris durante a hora do rush do final da tarde.
Isto é sem dúvida uma barbaridade e um ato terrorista, reagiu o presidente Jacques Chirac num discurso na televisão.
Sete dos feridos estão em condições críticas e 28 sofreram ferimentos graves. A explosão ocorreu na estação Port-Royal, no bairro de Quartier Latin, duas paradas antes da estação de Saint Michel, onde, em 25 de julho de 1995, uma bomba semelhante causou a morte de 8 pessoas e ferimentos em 170 num ataque atribuído a extremistas islâmicos argelinos.
Ouvi um barulho infernal e vi um grosso rolo de fumaça saindo do segundo vagão de uma composição que acabara de estacionar, afirmou uma testemunha.
O vagão ficou completamente destruído, acrescentou o primeiro-ministro Alain Juppé, uma das primeiras autoridades a chegar no local. Ele anunciou a imediata reativação do plano antiterrorista Vigipirate - adotado no ano passado, quando o país se viu abalado por uma onda de atentados a bomba.
Segundo Juppé, a bomba de ontem era do mesmo tipo usado nos atentados anteriores atribuídos aos integristas argelinos. Era um botijão de gás de 13 quilos repleto de pregos, explicou um bombeiro que atendeu à ocorrência. Cerca de metade dos feridos estava na plataforma quando aconteceu a explosão.
A fumaça invadiu a estação em poucos segundos, contou uma mulher que estava no interior de um ônibus estacionado perto da estação daquele ramal do metrô - a Linha B, margem esquerda -, que une o centro aos subúrbios da capital francesa.
Carro-bomba no Paquistão Pelo menos seis pessoas ficaram feridas ontem em consequência da explosão de um carro-bomba estacionado do lado de fora de um shopping center da cidade paquistanesa de Lahore. O incidente ocorreu durante a visita do presidente chinês Jiang Zemin ao país, mas nenhuma ligação entre os dois fatos foi admitida pela polícia local. Até o momento não há informações sobre o motivo da explosão. Nos últimos dias, homens armados, que as autoridades acreditam pertençam à seita majoritária Sunni, assassinaram pelo menos dois ativistas do grupo minoritário muçulmano Shiite.


