São Paulo - O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, confirmou ontem que a explosão no metrô da capital Minsk foi um atentado terrorista e elevou o número de mortos para 11 e de feridos para mais de cem.
A explosão ocorreu na estação Oktyabrskaya pouco antes das 18h locais (meio-dia de Brasília), quando havia dois trens lotados nas plataformas.
A procuradoria bielorrusa confirmou que o incidente se trata de um atentado terrorista. ''Hoje, por volta das 17h54, ocorreu um atentado terrorista na estação de metrô Oktyabrskaya. Foi aberto um processo penal'', anunciou Andrei Shved, procurador-adjunto da República.
Lukashenko não descartou a hipótese de o atentado ter sido planejado por terroristas no exterior. ''Não descarto que tenham nos trazido este ''presente' do exterior. Mas temos de olhar para dentro. Os culpados devem ser encontrados'', declarou o líder, após visitar a estação de metrô atingida.
O líder bielorrusso, considerado o último ditador da Europa, pediu esclarecimentos a quem estiver por trás do incidente -segundo ele, alguém disposto a ''jogar pelos ares a tranquilidade e estabilidade do país e alguém que não gosta desta estabilidade''.
''Homens, nos lançaram um sério desafio. Devemos dar uma resposta adequada. Quem são? Peço que se apressem a responder a esta pergunta'', exclamou Lukashenko, que aceitou ainda a ajuda oferecida pelo presidente russo, Dmitri Medvedev.
O líder bielorrusso assumiu o controle pessoal da investigação e se deslocou poucas horas depois ao local da tragédia acompanhado dos chefes dos serviços de segurança e de guarda-costas.
Ele determinou às forças de segurança que revisem todos os arsenais com munição, tal como informam as agências de notícias russas. Além dessa medida, ele encarregou ao chefe do Comitê de Segurança do Estado (KGB) a chefia das investigações. Uma equipe de especialistas se deslocou à estação para corroborar se a explosão foi provocada por uma bomba.

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