São Paulo - Uma explosão em uma mina de carvão no extremo oeste da Turquia deixou ontem pelo menos 157 mortos. A informação foi dada pelo prefeito da província de Manisa, Cengiz Ergun, em entrevista à emissora de TV CNN Türk, citando equipes de resgate com quem conversou no local do desastre.
"Recebemos a informação das equipes de resgate que estão dentro da mina. Havia 580 mineiros no momento da explosão, 75 foram resgatados feridos e, por enquanto, foram tirados 157 corpos. Temo que esse número suba", declarou o prefeito.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, adiou uma visita à Albânia, que estava prevista para hoje, e irá ao local do desastre, situado a cerca de 250 km ao sul de Istambul. "Os esforços de resgate dos nossos irmãos nas minas estão acontecendo", disse ele durante uma cerimônia na capital, Ancara.
O ministro da Energia, Taner Yildiz, que já foi ao distrito de Soma, onde fica a mina, explicou que quatro equipes diferentes estão trabalhando no resgate. "O fogo está causando problemas, mas estamos enviando oxigênio aos principais poços que não foram afetados", explicou o ministro para a imprensa.
Segundo Yildiz, as equipes de resgate estão enfrentando envenenamento por dióxido de carbono e por monóxido de carbono. "Nós precisamos tirar nossos amigos de lá com calma", disse. O canal CNN Türk informou que dezenas de ambulâncias foram deslocadas para o local.
O problema na mina começou devido a uma explosão em uma unidade de energia. Com isso, o elevadores da unidade pararam de funcionar, deixando os mineiros presos na mina.
A mina pertence a uma empresa privada que emprega 6,5 mil trabalhadores em Soma, uma cidade com amplas jazidas de carvão na província de Manisa.
O pior acidente da mineração turca aconteceu em 1992, quando 236 trabalhadores morreram após uma explosão ocorrida na província de Zonguldak.

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