Um destacado militante palestino foi morto ontem na explosão de uma bomba plantada no telefone público que ele regularmente usava na Cisjordânia. A cabine ficava na rua onde ele estava detido numa prisão palestina.
Palestinos imediatamente acusaram Israel pelo assassinato, que ocorreu um dia depois que os dois lados mantiveram conversações ‘‘argumentativas’’ e inconclusivas sobre o fim de mais de seis meses de violência.
Israelenses e palestinos também trocaram ríspidas acusações sobre um incidente no qual um comboio de quatro veículos transportando chefes de segurança palestinos foi atingido por vários disparos de soldados israelenses quando eles retornavam para Gaza na madrugada de ontem depois de conversações em Israel.
Na cidade de Jenin, Cisjordânia, Iyad Hardan, 30 anos, um destacado militante do grupo radical Jihad Islâmica, morreu instantaneamente quando explodiu a bomba enquanto ele falava na cabine telefônica que sempre usava, logo do lado de fora de sua cela palestina, disseram testemunhas.
Israel não comentou imediatamente a explosão, mas o acusou de ser um dos mais perigosos membros da Jihad Islâmica e arquiteto de grandes ataques à bomba contra o Estado judeu.
Hardan havia escapado de uma cadeia palestina em outubro, nos primeiros dias do levante palestino. Depois de perseguido, ele voltou a ser preso pelos palestinos, mas foi novamente libertado em novembro. O Estado judeu afirma que ele então orquestrou um atentado à bomba em dezembro no norte de Israel que matou dois israelenses e feriu 60.
Hardan foi detido novamente pelos palestinos, mas tinha permissão de fazer saídas da prisão. Ele foi na manhã de ontem a uma universidade em Jenin, onde estudava história, e retornava para sua cela à tarde. Antes de entrar parou para fazer uma chamada da cabine em que morreu.

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