Explosão mata 13 pessoas no Iraque
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de julho de 2004
Agência Folha 
Sõa Paulo - A explosão de um carro-bomba ontem na pequena cidade de Khalis, ao norte de Bagdá (capital iraquiana), causou a morte de 13 pessoas que trabalhavam no atendimento de pessoas atingidas por uma outra explosão ocorrida pouco antes, segundo fontes hospitalares.
A bomba em Khalis acontece dois dias após um atirador disparar contra um prédio do governo iraquiano, resultando na morte de duas pessoas e deixando dois feridos.
''Até agora, recebemos os corpos de cinco mortos'', disse o médico Nasser Jawad Kadhim, chefe do necrotério do Hospital Geral de Baquba. Ele disse também que 35 feridos na explosão foram hospitalizados. Outro hospital disse haver 13 mortos.
Khalis, que fica perto de Baquba, foi palco de confrontos entre rebeldes iraquianos e membros da coalizão poucos dias antes de os EUA entregarem a soberania parcial do país ao Iraque, na segunda-feira retrasada.
Na região, grupos rebeldes têm como alvo oficiais que colaboram com as forças da coalizão.
Anti-Zarqawi- Ainda ontem, um grupo armado, chamado ''Salvation Movement' (''Movimento de Salvação'), formado por homens encapuzados, divulgou um vídeo em que ameaça matar o jordaniano Abu Musab al Zarqawi, considerado ''braço-direito' de Osama bin Laden, se ele não deixar o Iraque, acusando-o de matar civis inocentes e de manchar a imagem da religião muçulmana.
A ameaça sugere uma diminuição da rejeição dos iraquianos contra a presença das tropas da coalizão (cerca de 160 mil homens) no país.
No vídeo divulgado pela TV Al Arabyia (de Dubai), o grupo questiona como Al Zarqawi pôde usar o islamismo para justificar mortes de civis inocentes, ataques contra oficiais do governo iraquiano e o sequestro e decapitação de estrangeiros.
''Ele (Al Zarqawi) deveria deixar o Iraque imediatamente. Ele e seus seguidores'', diz a mensagem.
Fuzileiro - Sequestradores no Iraque libertaram ontem um fuzileiro naval americano de origem libanesa, disse o irmão do refém. Acreditava-se que o fuzileiro tivesse sido decapitado depois de ser sequestrado.
Mas Sami, irmão de Wassef Ali Hassoun, falando da cidade de Trípoli, na Líbia, disse que sua família havia sido informada que Hassoun estava vivo e que havia sido libertado no início da manhã de ontem, mas não quis especificar a fonte dessa informação.
O Exército dos EUA em Bagdá não pôde confirmar que Hassoun, desaparecido desde o dia 21 de junho, tenha sido libertado.


