Explosão ocorreu em horário de pouco movimento, mas deixou dezenas de feridos
Explosão ocorreu em horário de pouco movimento, mas deixou dezenas de feridos | Foto: Alexander Tarasenkov/AFP



Madri, Espanha - Uma explosão no metrô de São Petersburgo, no oeste da Rússia, deixou ao menos 11 mortos e 45 feridos nesta segunda-feira (3). O incidente é tratado pelas autoridades como um atentado terrorista. A explosão ocorreu em torno das 14h40 locais (8h40 em Brasília) entre as estações Sennaya Ploschad e Tekhnologitchesky Institut. Um artefato explosivo estava escondido em uma mala e coberto por estilhaços, segundo a imprensa local. A técnica é utilizada para maximizar o dano. Uma bomba foi também encontrada embaixo de um extintor de incêndio em outra estação e desativada. O sistema de metrô da cidade foi interditado.

A agência de notícias local Interfax noticiou, citando fontes anônimas, que os responsáveis pela explosão foram gravados por câmeras de segurança. A porta de um dos vagões foi retorcida pela explosão. Em um vídeo, passageiros tentam resgatar pessoas de dentro do trem enquanto algumas delas saem pelas janelas. O sistema de metrô de São Petersburgo transporta mais de 2 milhões de passageiros por dia. A explosão, no entanto, ocorreu em um horário de pouco movimento.

O presidente russo, Vladimir Putin, estava em São Petersburgo - a segunda cidade em tamanho na Rússia - para uma reunião com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Ele foi informado sobre a explosão. Putin afirmou que a ação poderia ser considerada "terrorista" e ofereceu condolências às famílias das vítimas. O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, descreveu por sua vez a explosão como um "ato terrorista" e prometeu assistência aos feridos. As autoridades da cidade decretaram três dias de luto a partir de terça-feira (4).

O presidente dos EUA, Donald Trump, referiu-se à explosão como uma "coisa terrível que está acontecendo em todo o mundo". Outros representantes internacionais, como o chanceler britânico, Boris Johnson, demonstraram solidariedade.

SUSPEITOS
A Rússia foi atacada no passado por militantes chechenos. Em 2010, duas mulheres-bomba atingiram o metrô de Moscou, deixando 38 mortos. Havia ameaças de novas ações desses grupos.

Separatistas chechenos estarão, portanto, entre os principais suspeitos, a quem um ataque à antiga capital imperial teria forte impacto.

Outros suspeitos são os radicais russos que viajaram à Síria e ao Iraque para unir-se às fileiras da organização terrorista Estado Islâmico. Estima-se que sejam milhares de pessoas, cujo retorno à Rússia oferece um grande desafio para as agências de segurança.

O Estado Islâmico ameaça a Rússia com frequência devido à intervenção militar de Moscou na Síria, onde apoia o regime. Um braço dessa milícia reivindicou a queda de um avião russo no deserto egípcio do Sinai, em 2015. A ação deixou 224 mortos.

mockup