Explosão em ônibus deixa 4 mortos
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sexta-feira, 30 de novembro de 2001
France Presse <br> De Jerusalém 
O atentado cometido na noite de ontem, no interior de um ônibus perto da cidade de Pardes Hanna (norte de Israel), deixou pelo menos quatro mortos, um deles o próprio terrorista suicida, anunciou um porta-voz da polícia israelense. Na explosão também foram feridas seis pessoas, explicou à AFP o porta-voz Gil Keiman. Segundo a rádio pública israelense, o atentado suicida foi praticado num ônibus da companhia Egged que fazia o trajeto entre as cidades israelenses de Nazaret e Hadera.
Testemunhas disseram que o ônibus foi totalmente destruído.
Arafat responsabilizado O presidente palestino Yasser Arafat foi ''responsabilizado'' pelo atentado suicida cometido nnum ônibus perto da cidade de Pardes Hanna, ao norte de Tel Aviv, afirmou à AFP um porta-voz do governo israelense.
''Ele é responsável por isso'', declarou à AFP o porta-voz Avi Pazner, acusando a Autoridade Palestina de querer ''sabotar a missão do general Zinni'', um dos enviados especiais americanos encarregados de estabelecer um cessar-fogo entre Israel e a Autoridade Palestina.
''A Autoridade Palestina é responsável por esse incidente. Absoluta e claramente'', frisou.
Sharon O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que projetava viajar aos Estados Unidos, está pensando em adiar essa visita devido ao atentado ao norte de Tel Aviv, informou à AFP um porta-voz do governo israelense.
''As condições de segurança pioraram (...) Há muitos mortos israelenses. É uma situação que exige uma reação por parte de Israel'', afirmou à AFP o porta-voz Avi Pazner.
Apelo O chefe do Serviço Preventivo de Segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, o coronel Jibril Rajub, pediu ontem que os grupos armados da oposição respeitem o cessar-fogo com Israel. Em declarações à ''Voz da Palestina'', Rajub afirmou que o governo presidido por Yasser Arafat não permitirá que grupos dirijam uma política independente, se referindo ao Hamas, ao Movimento da Resistência Islâmica, à Jihad Islâmica, Al-Fatah e à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).


