Explosão em mercado mata seis em Bagdá
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domingo, 18 de março de 2007
Das Agências 
São Paulo - Apesar do plano de segurança que as tropas americanas e iraquianas realizam em Bagdá desde 14 de fevereiro, um novo atentado vitimou civis na capital iraquiana ontem. Ao menos seis pessoas morreram e 30 ficaram feridas com a explosão de um carro-bomba em um mercado de um bairro xiita de Bagdá, informaram os serviços de segurança.
O veículo explodiu à tarde, no mercado Challal, no bairro xiita de Shaab (nordeste), que fica ao lado da Cidade de Sadr, um bastião racial xiita. O atentado ocorreu em um local movimentado, e o registro de vítimas poderá aumentar, disseram as fontes de segurança. Outras cinco pessoas morreram hoje em episódios de violência na capital.
Ontem o Exército americano anunciou que sete soldados foram mortos em três atentados ocorridos na capital, em Diyala e em Al Anbar, e um outro morreu acidentalmente em Tikrit.
Os últimos ataques aconteceram em meio a um ambiente de preocupação crescente, dois dias após a explosão de três caminhões-bomba carregados com cloro que mataram duas pessoas e intoxicaram 350 pessoas anteontem em Fallujah e Ramadi (oeste).
Tortura - A polícia iraquiana encontrou nesse domingo nove corpos decapitados de policias perto da cidade de Ramadi, 110 km a oeste de Bagdá, região com forte presença de militantes da rede terrorista Al Qaeda.
Os corpos tinham as mãos amarradas e traziam sinais de tortura. Outros dois corpos de pessoas torturadas foram encontrados nesse sábado em Mahmudiya, a cerca de 30 km de Bagdá.
Avaliação - Em Washington, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, considerou que é cedo demais para avaliar o impacto do reforço de tropas americanas no Iraque com o objetivo de conter a violência nesse país.
''O general Petraeus, que dirige as forças no Iraque, disse que provavelmente não se saberá antes do verão se tivemos êxito ou se fracassamos'', declarou Gates em entrevista à rede de TV ABC.
''Os iraquianos respeitam seus compromissos (com os EUA)'', acrescentou o secretário de Defesa, afirmando que eles forneceram as tropas que haviam prometido. ''Acho que até este momento as coisas vão bem'', resumiu Gates.
Protesto - Milhares de pessoas foram às ruas ontem em Nova York e em várias cidades da costa oeste dos Estados Unidos para expressar sua rejeição à guerra no Iraque e exigir a retirada das tropas norte-americanas do país, um dia depois dos protestos em Washington e em outros pontos do país.
O grupo United for Peace and Justice (Unidos pela Paz e a Justiça), que se autodenomina a maior coalizão antibélica dos EUA, anunciou que entre 25 mil e 30 mil pessoas estiveram presentes à passeata em Nova York. A polícia não divulgou números.
Uma colorida mistura de estudantes, ciclistas, veteranos da guerra do Vietnã e músicos percorreu boa parte de Manhattan ao som de tambores, e em meio a cânticos e slogans como ''Tropas fora, já'', além de pedidos de julgamento político do presidente George W. Bush.


