Quatro palestinos, entre os quais três ativistas da Fatah, organização a que pertence o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, morreram e seis ficaram feridos ontem numa explosão em escola em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Um dos mortos é o garoto Yasser Hamdam al-Debbas, de 14 anos, segundo fontes do hospital de Rafah. A AP acusou o Exército israelense de ter posto a bomba no local e a acionado por controle remoto. Um integrante da Fatah acusou Israel de ter ‘‘assassinado’’ um dirigente e dois militantes da Tanzim, o braço armado da organização.
Teme-se que a ação desencadeie novos enfrentamentos num momento em que o nível de violência baixou bastante na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, como resultado da retomada das negociações entre altos funcionários de segurança israelenses e palestinas.
O comandante da polícia da Faixa de Gaza, Ghazi Jibahi, disse que três bombas haviam sido colocadas numa escola, perto da fronteira, mas seus subordinados só haviam conseguido desativar duas.
Em Israel as autoridades reforçaram ontem o patrulhamento em Jerusalém e em áreas de lazer, temendo atentados durante a comemoração do Dia da Independência. A proclamação do Estado foi em 14 de maio de 1948, data que a cada ano é celebrada num dia diferente, conforme o calendário judaico (lunar).
Em entrevista à imprensa, o primeiro-ministro Ariel Sharon afirmou que as forças israelenses estão operando quase diariamente em áreas sob controle da Autoridade Palestina.
Ontem, Sharon anunciou que enviará seu chanceler, Shimon Peres, ao Cairo para entregar sua resposta ao plano egípcio-jordaniano destinado a pôr fim aos conflitos e retomar conversações de paz. Israel propõe modificações no texto, que já foi aceito pela Autoridade Palestina.

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