São Paulo - Uma forte explosão matou na manhã de ontem nove pessoas em Beirute (capital do Líbano), entre elas o ex-premiê Rafik Hariri, 60 anos, que passava pelo local em um comboio na hora da explosão. Ainda não há confirmação sobre o tipo de artefato usado no ataque, mas pode ter sido um carro-bomba.
A rede TV Al Arabiya (Dubai), que veiculou as primeiras cenas, mostrou vários veículos em chamas, e uma pessoa, coberta pelo fogo, tentando sair de um carro. Havia também corpos espalhados pelo chão.
A explosão, que ocorreu pouco antes do meio-dia (o fuso horário do Líbano é de quatro horas a mais), danificou veículos e destruiu a parte da frente de um prédio. Atentados foram comuns em Beirute durante a guerra civil que atingiu o país de 1975 a 1990.
Depois desse período, os ataques cessaram mas, desde outubro, as tensões entre a oposição e o governo têm crescido. Em outubro passado, a explosão de um carro-bomba feriu gravemente um político opositor e matou seu motorista na capital.
A Casa Branca condenou ontem o atentado em Beirute que custou a vida ao ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri e exigiu que o povo desse país possa viver ''livre da ocupação síria''. ''Condenamos este ataque da forma mais enérgica'', declarou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, ao apresentar os pêsames enviados pelo presidente George W. Bush em nome dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos criticam frequentemente a Síria, que mantém no Líbano um contingente de cerca de 14 mil soldados. McClellan afirmou que os Estados Unidos vão ''examinar'' junto com o Conselho de Segurança das Nações Unidas e com outros governos da região ''as medidas que podem ser tomadas para punir os responsáveis por este ataque terrorista, assim como para restaurar a independência, a soberania e a democracia no Líbano, livre de toda a ocupação estrangeira''.

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