São Paulo - Subiu para 20 o número de mortos em uma explosão ocorrida ontem em um aeroporto de Davao, a segunda maior cidade das Filipinas, na ilha de Mindanao (sul). Outras 146 pessoas ficaram feridas.
A presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, condenou o ataque como ''um ato de terrorismo imprudente que não ficará impune''. Segundo a Embaixada dos EUA na capital Manila, um missionário norte-americano morreu e três ficaram feridos no ataque.
Ninguém assumiu a autoria do atentado. O Exército suspeita da Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), a maior guerrilha filipina, e do Novo Exército Popular, uma organização comunista. Várias pessoas foram detidas.
A detonação ocorreu às 17h15 (7h15 em Brasília). A explosão da dinamite escondida numa mochila destruiu um abrigo que fica junto ao terminal de desembarque do aeroporto. Várias pessoas que aguardavam a chegada de passageiros estavam no abrigo naquele momento, protegendo-se da chuva.
Um segundo artefato explodiu meia hora mais tarde diante de um prédio da saúde pública, perto da cidade de Tagum, junto a Davao, ferindo levemente três pessoas, informou a polícia. As forças de segurança desmentiram uma terceira detonação.
Duas horas antes da explosão, o major Rodrigo Duterte agradecera à FMLI e a outros grupos rebeldes por terem poupado Davao dos ataques. Um oficial do FMLI garantiu que a cidade não seria atacada.

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