São Paulo - O governo da Nigéria informou ontem que foram enterrados em uma vala comum 87 dos pelo menos 95 mortos em uma explosão de um caminhão-tanque no Estado de Rivers, no sul do país.
As autoridades afirmam que os corpos foram sepultados sem identificação e estavam irreconhecíveis devido às queimaduras. Outros seis cadáveres foram entregues às famílias após serem identificadas.
Na ação, outras duas pessoas morreram no hospital e outras 16 ficaram gravemente feridas. O número de mortos pode aumentar. De acordo com um médico de um hospital da região, as casas de saúde ainda não possuem medicamentos para curar as feridas mais graves.
Em comunicado, o presidente Goodluck Jonathan prestou condolências às famílias e lamentou que tenha ocorrido mais uma explosão com nigerianos que tentavam pegar combustível de um caminhão tombado.
Casos
O número de vítimas foi alto porque vários moradores da região, incluindo mototaxistas, tentavam saquear a carga de gasolina do caminhão, apesar do alerta do motorista do veículo sobre o risco de explosão. O Estado fica no Delta do Rio Níger, uma das regiões mais pobres do país.
Acidentes desse tipo são comuns na Nigéria, devido às más condições das estradas e dos caminhões que fazem o transporte de combustíveis. Em março de 2007, pelo menos 93 pessoas morreram no Estado de Kaduna quando recolhiam gasolina derramada em outro tombamento.
Outras 80 pessoas perderam a vida em 2009 em um acidente com um caminhão-tanque em Ananmbra, enquanto em abril de 2011 a explosão de outro veículo de transporte de derivados de petróleo deixou mais de 50 mortos no centro do país.

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