São Paulo - A explosão de uma mina atingiu um ônibus e matou ao menos 64 pessoas ontem no distrito de Anaradhapura, no norte do Sri Lanka. O veículo foi atirado a uma distância de 25 metros. Segundo a polícia, mais de 40 ficaram feridos.
  O atentado foi o maior contra a população civil desde a declaração do cessar-fogo em 2002 entre o governo cingalês e a guerrilha dos Tigres para a Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).
  O governo do Sri Lanka acusa o LTTE de ser o responsável pelo ataque. ‘‘Trata-se do ato terrorista mais terrível cometido pelos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE)’’, disse o porta-voz do governo para questões de Defesa, Keheliya Rambukwella.
  Segundo o Ministério da Defesa, o veículo transportava crianças para a escola. Ao menos seis delas morreram e outras 15 foram feridas. Dois monges budistas também estão entre as vítimas. Fontes do Ministério informaram que, após a explosão, o ônibus tombou e se arrastou durante 25 metros antes de parar.
  O ataque aconteceu um dia depois do retorno à ilha de uma delegação do LTTE. O grupo estava em Oslo, participando de fracassadas negociações de paz com o governo do Sri Lanka.
  O LTTE luta há 30 anos pela autonomia do nordeste da ilha, de maioria tâmil. Ao menos 720 pessoas foram mortas desde dezembro no Sri Lanka por causa do conflito separatista. Em três décadas de disputas, 60 mil pessoas morreram.
  A escalada põe em xeque o frágil cessar-fogo assinado em fevereiro de 2002 com o apoio da Noruega. Na semana passada, Oslo anunciou que vai reconsiderar seu papel como agente mediador do conflito, após o fracasso das negociações que seu governo tentou organizar.

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