São Paulo - A explosão de um carro-bomba atribuído ao grupo separatista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade), ontem, em Madri, feriu 42 pessoas, das quais 26 foram levadas a hospitais. Segundo membros das equipes de socorro, nenhuma das vítimas corre risco de morte ou teve ferimentos graves.
O atentado ocorreu perto do centro de convenções Campo das Nações, onde o rei Juan Carlos e o presidente mexicano, Vicente Fox, participavam da inauguração de uma exposição de arte. A ação terrorista, que ocorreu por volta das 9h30 (6h30 de Brasília), fez com que várias ambulâncias fossem para o local. A polícia fechou as ruas da região que dão acesso ao centro de convenções.
Alguns dos feridos tiveram cortes e escoriações causadas por pedaços de vidro, além de lesões nos tímpanos, devido ao forte som da explosão, disse o prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardón. A maioria das pessoas foi atendida no local. Além dos feridos, prédios vizinhos e carros estacionados no local também foram atingidos pela explosão.
Dos 42 feridos, 24 são funcionários da empresa de informática francesa Bull, já que o carro-bomba foi estacionado exatamente em frente ao seu prédio. O veículo tinha entre 20 e 30 quilos de cloratita explosivo habitualmente usado pela organização separatista basca.
O jornal basco ''Gara'' foi comunicado sobre o atentado, por meio de uma ligação, cerca de meia hora antes da explosão. De acordo com o jornal, eles foram informados da existência de um artefato explosivo na região do centro de convenções, mas não foi apontado nenhum local como alvo.
O ''Gara'' é frequentemente usado pelos separatistas do grupo ETA que luta pela independência da região basca como uma via de comunicação com as autoridades espanholas.

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