Uma explosão acidental do depósito central provocou a catástrofe do boeing 747 da companhia aérea TWA, que explodiu no ar, em 17 de julho de 1996, em Nova York, causando a morte dos 230 tripulantes. A conclusão das investigações foi divulgada ontem, nos Estados Unidos. ‘‘Desde o início da investigação, pareceu-nos claramente que uma explosão de gases inflamáveis no depósito central provocou a desintegração e o acidente do vôo 800’’, disse o presidente do Escritório Nacional de Segurança nos Tranportes (ENST), Jim Hall. ‘‘O fato detonador da explosão do avião foi um aumento da pressão no interior do depósito central’’, afirmou o diretor de segurança aeronáutica do ENST, Bernard Loeb. Para os investigadores, o excesso de pressão aconteceu devido ao aquecimento da mistura explosiva de ar e gases de querosene, formada no depósito central. Ele fica debaixo da fuselagem e estava praticamente vazio, quando o avião decolou. Havia apenas resíduos de querosene, cerca de 190 litros, que formavam uma pequena poça no fundo do depósito. O avião levantou vôo com duas horas de atraso, depois de ficar parado por várias horas nas pistas do aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, sob forte calor. Depois que o sistema de ar-condicionado começou a funcionar, o ar quente expelido pelo aparelho contribuiu para esquentar ainda mais a mistura de ar e querosene, já que fica exatamente debaixo do depósito central.

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