Caracas – Distúrbios e saques ocorreram ontem em várias regiões de Caracas, a capital da Venezuela, mas até ontem por volta das 15 horas não se conhecia exatamente as razões das ações nem se havia vítimas, informaram testemunhas e organizações humanitárias às agências internacionais de notícias. Segundo algumas pessoas que presenciaram os fatos, os envolvidos foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo e disparos pela polícia.
A diretora da organização humanitária Cofavic, Liliana Ortega, disse à Agência Efe, pela manhã, que havia ‘‘desordens’’ no centro de Caracas e que ela foi afetada pelos gases usados pela polícia nas proximidades de seu escritório, situado no bairro de La Candelaria.
Nessa região da cidade, houve cenas de ‘‘muita tensão, com especial agressividade para com os jornalistas’’, disse o enviado especial do canal Televisión Española, Juan Restrepo, que presenciou os incidentes.
A rodovia que comunica Caracas com Guarenas foi bloqueada por pessoas que incendiaram pneus no centro dessa última cidade. No centro de Guarenas, populosa cidade dos arredores de Caracas, acontecem saques e os comerciantes tiram seus produtos e os entregam para os baderneiros para evitar estragos maiores, disse um policial próximo do local.
Nos arredores do Forte Tiuna, onde até à noite de sexta-feira a sábado estava detido o deposto presidente Hugo Chávez, mais de cem pessoas se manifestaram pacificamente. Perto dalí, nos bairros pobres de El Valle e Coche, a tensão aumentou com moradores saindo às ruas.
O ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez foi levado do Forte Tiuna, principal base militar de Caracas, onde permaneceu desde a madrugada de sexta-feira, para uma base naval no centro do país. A fonte não informou a hora nem a forma da suposta saída do ex-presidente, mas garantiu que a informação é ‘‘muito confiável’’, fornecida por militares próximos a Chávez que estavam dentro do Forte Tiuna, no sul da capital, onde ele estava preso depois de ser deposto da Presidência. ‘‘Tenho medo que o matem’’, confessou o colaborador do ex-governante.

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