Cientistas de todo o mundo conseguiram dar o pontapé inicial para o que promete ser o maior experimento da história: recriar as condições existentes menos de 1 segundo após o Big Bang e encontrar respostas sobre as partículas elementares do Universo. ‘‘Entramos em uma nova era para a ciência’’, comemorou Robert Aymar, diretor da Organização Européia para Pesquisas Nucleares (Cern), entidade que promoveu a construção do maior acelerador de partículas do mundo, o Large Hadron Collider (LHC), ou Grande Colisor de Hádrons.
  Os cientistas fizeram circular com sucesso feixes de prótons pelo anel de 27 quilômetros de circunferência contendo 9.600 ímãs cilíndricos e resfriado a 271 graus Celsius negativos, temperatura mais fria do que o espaço interestelar. Eles admitiram que houve ‘‘problemas’’ com a temperatura dos ímãs, usados para atrair os prótons. ‘‘Mesmo assim, conseguimos tudo isso em um tempo inesperado e superamos todas as expectativas’’, explicou Steve Myers, diretor do projeto.
  ‘‘Noventa e cinco por cento do que existe no Universo não é conhecido por nós. Não sabemos o que é a matéria escura nem a energia escura e pensávamos que jamais seria possível descobrir. Agora, temos uma máquina que possibilitará ter respostas’’, disse Carlo Rubio, prêmio Nobel de Física nos anos 1980 e idealizador do LHC.



A perspectiva é de que os primeiros resultados das colisões sejam produzidos no fim do ano


Partículas sub-atômicas do núcleo dos átomos

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