São Paulo - A expansão das colônias judaicas nos territórios árabes ocupados é uma das principais causas da precariedade sofrida por trabalhadores palestinos, sustenta a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um relatório apresentado ontem.
No documento sobre a evolução da situação laboral nesses territórios durante o último ano, a organização assinala que não existe alternativa ao fim de sua ocupação por parte de Israel caso deseje uma melhora na situação dos trabalhadores palestinos.
''A economia palestina alcançou limites (de deterioração) que não podem ser superados sem uma ação em relação aos dois principais obstáculos que enfrenta: a ocupação e a separação'', segundo o relatório divulgado na Conferência Internacional do Trabalho.
Este fórum anual reúne em Genebra autoridades, representantes de patronais e sindicatos da maioria dos 185 países-membros da OIT.
O documento confirma que a situação dos palestinos continua se deteriorando em termos de emprego, o que é uma constante desde a explosão da segunda Intifada, em 2001.
Dez anos depois, o desemprego é mais alto devido particularmente às sérias dificuldades que enfrentam os palestinos para trabalhar em Israel. A taxa de desemprego nesses territórios árabes no ano passado se situou em 21%, mas foi de 32% para os homens jovens e de 53% para as mulheres jovens.
Estes números são alarmantes quando se considera a particularidade que 71% da população tem menos de 30 anos. Por outro lado, o responsável da Missão da OIT para os Territórios Palestinos, Kari Tapiola, disse na entrevista coletiva de apresentação do relatório que desde os Acordos de Oslo (1993) o processo de paz nunca tinha estado em um ponto morto como está atualmente.

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