LIMA - O presidente do Conselho de Ministros peruano, Alberto Pandolfi, confirmou sexta-feira à noite que o governo de Alberto Fujimori estava ‘‘mantendo contatos com alguns países’’ - cujos nomes não quis revelar - a fim de obter asilo para os cerca de 20 guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) que mantêm 74 reféns na residência do embaixador japonês em Lima, desde o dia 17.
Depois de Fujimori ter reiterado sua posição de não ceder às exigências dos terroristas, que querem a libertação de cerca de 400 companheiros presos no país, a aceitação da proposta de asilo por parte do MRTA tem sido apresentada como ‘‘a única solução possível’’ para a crise.
No fim da tarde de ontem, Fujimori disse que estava otimista em relação a uma retomada do diálogo com os terroristas. Segundo o presidente, o ministro da Educação e representante do governo nas negociações conversou por telefone com o líder rebelde Néstor Cerpa Cartolini por quatro minutos.
Durante a madrugada, quatro tiros de fuzil foram disparados no interior da residência. Os disparos deixaram em alerta, durante toda a madrugada de ontem, as forças de segurança que cercam a mansão. Fontes da Cruz Vermelha, entidade autorizada pelos rebeldes e pelo governo a entrar e sair livremente da casa, informaram que ninguém ficou ferido. Na Europa, o porta-voz do MRTA, Isaac Velazco, disse que os tiros eram uma advertência para que o governo não tente uma ação de resgate.

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