A amenização das sanções dos EUA contra Cuba provocou previsíveis críticas de exilados linha dura em Miami, mas grupos humanitários e liberais saudaram a iniciativa, dizendo que ela irá beneficiar o povo cubano. A suspensão da proibição de vôos diretos e de remessa de divisas para familares, que fazia parte da política americana de isolamento da ilha governada por comunistas, mostra que as palavras do papa durante sua visita ao país estavam tendo efeito, disseram analistas.
‘‘Estamos muito satisfeitos. É um grande passo adiante’’, afirmou Peter Coats, assistente do bispo Thomas Wenski, que lidera o programa de ajuda Caritas da arquidiocese de Miami. O Comitê para a Democracia em Cuba, um grupo de moderados acadêmicos, profissionais e empresários cubano-americanos, saudaram a medida. Mas ele afirmou que o sofrimento do povo de Cuba não irá terminar apenas com ajuda humanitária.
Radicais na comunidade de exilados, tradicionalmente os cubanos-americanos que expressam com mais veemência suas opiniões, lamentaram a mudança na política e a consideraram uma afronta à memória daqueles mortos pelo governo do presidente Fidel Castro.
Mas Damian Fernandez, um estudioso de Cuba na Universidade Internacional da Flórida, disse que a amenização das sanções mostram que os radicais não são mais tão influentes quanto no passado.
A definição da política americana para Cuba está agora ocorrendo num campo mais amplo, incluindo empresários, grupos religiosos e humanitários, e reagindo à pressão de seus aliados europeus, o Canadá e a América Latina, que são a favor de contatos com Cuba, afirmou.(Reuter)

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