Exilado admite conspiração para matar Fidel Castro
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quinta-feira, 22 de junho de 2006
France Presse 
Miami - Um exilado cubano julgado e absolvido da acusação de tentar matar o presidente cubano Fidel Castro durante a Cúpula Ibero-Americana de 1997 admitiu ontem ter participado da conspiração junto com outros membros da maior organização dos exilados cubanos nos Estados Unidos, a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA).
''Estávamos impacientes com a sobrevivência do regime de Castro depois da queda da União Soviética e do bloco socialista. Queríamos acelerar a democratização de Cuba empregando qualquer meio para isto'', disse o exilado e ex-diretor da FNCA, José Antonio Llama, ao jornal El Nuevo Herald.
''Esta é a verdade. A única coisa que tenho neste momento da vida é a verdade''. Llama disse que decidiu confessar porque emprestou um milhão e meio de dólares para comprar equipamento militar para matar Castro e para outras ações de desestabilização contra Cuba. Seus colegas na FNCA não pagaram até hoje.
A FNCA, por sua vez, desmentiu as declarações. A organização ''está comprometida com uma transição pacífica e não violenta para a democracia em Cuba'', acrescentou. Llama e outros quatro exilados cubanos foram presos em Porto Rico em 1997 numa embarcação com dois rifles de alta potência.


